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O que é e como funciona a telemedicina?

Descubra o que é e como funciona um dos métodos mais inovadores para o setor hospitalar: a telemedicina.

telemedicina

Disponível no Brasil já há alguns anos, os recursos de tecnologia para a saúde tem sido destaque neste período de isolamento social. Através de aplicativos e softwares de fácil usabilidade, hospitais e clínicas têm disponibilizado consultas médicas, diagnóstico de pacientes. A telemedicina, também conhecida como medicina remota ou à distância, tem desburocratizado processos médicos.

Segundo a definição oficial do Conselho Federal de Medicina na Resolução CFM nº 1.643/2002, essa especialidade representa o exercício da medicina através da utilização de metodologias interativas de comunicação audiovisual e de dados, com o objetivo de assistência, educação e pesquisa em saúde.

Contudo, a telemedicina ainda é considerada uma atividade bastante nova no Brasil. Descubra a seguir o que é e como funciona esta inovadora prática da medicina:

telemedicina

O que é telemedicina?

A telemedicina é uma área da telessaúde (distribuição de serviços e informações relacionadas à saúde através da tecnologia) que oferece suporte diagnóstico de forma remota. Ela permite a interpretação de exames e a emissão de laudos médicos a distância por meio de softwares e aplicativos de interação online.

As modalidades mais comuns desta atividade são o telediagnóstico, a teleconsulta e a telemonitoração. 

O telediagnóstico trata da emissão de laudo ou avaliação de exames enviados pela Internet. Já a teleconsulta é uma modalidade de consulta médica realizada à distância e a telemonitoração é o acompanhamento virtual do paciente.

A origem do termo

A princípio, a telemedicina teve origem na década de 60, devido à corrida espacial, que proporcionou as primeiras aplicações médicas com o uso de vídeo.

Com a chegada do homem à lua, a telemedicina fez-se necessária para garantir a assistência de saúde dos astronautas em órbita. Isso funcionava por meio do envio de seus sinais fisiológicos – eletrocardiogramas, pressão  arterial,  temperatura,  ritmo  respiratório – para os centros espaciais da terra. 

A prática no Brasil

Já no Brasil, as primeiras experiências efetivas de telemedicina tiveram início em 1994. Nesse ano foram iniciadas as operações da Telecardio – empresa especializada em realizar eletrocardiogramas à distância.

Logo depois, a Incor surgiu no mercado com o serviço ECG-FAX. Ele oferecia a análise de eletrocardiogramas enviados por fax de outras localidades para serem analisados por médicos do Incor.

Ainda em 1995, a Rede Sarah iniciou um programa de videoconferência unindo toda sua rede de hospitais do aparelho locomotor para troca de informações clínicas.

Como resultado, e após anos de evolução, centenas de hospitais pelo Brasil utilizam-se da telemedicina como forma de atender os seus pacientes.

Conheças as vantagens da telemedicina

São inúmeros os benefícios oriundos da telemedicina. Entre eles, os principais: 

Otimização do tempo

Por meio da prática, todos os dados do paciente, bem como os resultados dos seus exames, ficam disponíveis para os profissionais de saúde autorizados. Dessa forma, o médico responsável pelo caso e sua equipe de colaboradores conseguem acesso ao conteúdo rapidamente de qualquer local. Os arquivos submetidos por meio do sistema, ficam disponíveis imediatamente na nuvem, para acesso livre do paciente. E mais: com a versão web, é possível pesquisar e consultar informações sobre o caso clínico com mais agilidade, otimizando assim o tempo dos profissionais.

Aumento da capacidade de serviços

Nesse sentido, uma outra grande vantagem proporcionada pela telemedicina é a desburocratização de processos clínicos e maior agilidade de atendimento nos casos. Afinal, é possível autorizar o acesso aos laudos do paciente para diferentes equipes e profissionais, desde que necessário, via arquivo eletrônico. 

Segurança de dados

Os arquivos emitidos só podem ser acessados por pessoas autorizadas e mediante validação e identificação do usuário. Tudo isso para garantir maior segurança ao paciente e ao hospital. Todo o processo é realizado por meio de um software ou site seguro com certificação e criptografia de conteúdo. O banco de dados ainda costuma permitir o armazenamento virtual de exames e laudos.

Economia de custos

A princípio, para realizar e emitir laudos dos exames sem um sistema online, uma clínica precisa de investimento na infraestrutura, na logística e no quadro de funcionários. Porém, se o centro de documentação estiver localizado fora da clínica, é possível reduzir os gastos consideravelmente. Os profissionais podem usar tablets, computadores e smartphones para analisar exames, dispensando o uso de estações de trabalho para análise. 

Maior rapidez no tratamento

Dessa forma, os laudos emitidos pelo corpo médico são feitos, na maioria dos casos, de modo rápido e enviados para o paciente, quase que simultaneamente. Assim, a partir do diagnóstico, o médico está autorizado a prescrever um tratamento eficaz para a patologia apresentada. 

Como a telemedicina funciona na prática?

Para entender como a telemedicina funciona na prática, é importante saber que existem, dentro do campo da telemedicina, duas diferentes áreas de atuação: a de telelaudos e a de teleassistência. Conheça, a seguir, um pouco mais sobre cada uma delas:

Telelaudos: esta é a principal área da telemedicina no Brasil e refere-se à emissão de laudos à distância e recebimento de exames de imagem e telerradiologia online. 

Teleassistência: este tipo de atendimento médico à distância traz diversos serviços da rotina clínica para o ambiente digital, tais como triagem, orientação da saúde, monitorização do paciente e consulta entre médicos para segunda opinião de diagnósticos, tudo por comunicação dentro de plataformas online realizada por videoconferência, áudio ou chat, seja pelo computador ou celular. 

Agora, veja como funciona a telemedicina na prática:

  1. Garantir que os profissionais da saúde responsáveis por realizar os teleatendimentos, possuam o Certificado Digital padrão ICP-Brasil (E-CPF), podendo assim assinar digitalmente os documentos, bem como a infraestrutura necessária para tal: computador, celular e conexão à internet.
  2. Em caso de atendimentos via convênio médico, a instituição de saúde interessada deverá contatar as operadoras de saúde para alinhar sobre as regras específicas para a realização dos teleatendimentos. 
  3. Ter acesso a um software de telemedicina que atenda aos requisitos da legislação e normas do CFM e que permita que pacientes façam agendamentos e pagamentos online, envio de e-mails e SMS, possua integração para realizar vídeo chamadas, prontuário eletrônico com possibilidade de realizar assinatura digital padrão ICP-Brasil / CFM, não apenas em receitas de medicamentos, mas em atestados, solicitação de exames e outros documentos de encaminhamento.

A telemedicina e a pandemia do novo coronavírus

Por último, embora exista já há vários anos no Brasil, a telemedicina tem sido destaque nos últimos meses devido à crise do Covid-19, já que, com a impossibilidade de comparecimento ao atendimento clínico presencial, isto para casos mais simples, fez-se necessário o atendimento remoto

Instituições de saúde que outrora preteriam esta modalidade de atendimento, precisaram optar por ela para aliviar a demanda presencial nos espaços físicos, sem perder a quantidade de atendimentos realizados por suas equipes médicas.

E agora, com a flexibilização do isolamento no estado de São Paulo, seguem acreditando que esta será a grande solução para o regresso do contágio.

Tecnologia para a gestão do trabalho

Logo, para garantir a eficiência dos teleatendimentos, bem com a gestão do quadro de profissionais, é imprescindível contar com uma ferramenta de organização de escalas e jornadas.

Ideal para gerenciar plantões das equipes em clínicas, UPAs, hospitais, cooperativas de saúde e homecare, o Escala Jornadas foi desenvolvido a partir de uma iniciativa do Laboratório de Inovação da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein.

Trata-se de uma plataforma em nuvem que permite otimizar o gerenciamento de escalas e jornadas de trabalho clínico por meio de diversas funcionalidades e que pode auxiliar o controle de demanda dos teleatendimentos.

Por fim, acesse aqui e saiba mais sobre esta ferramenta.

Postado por Raphael Tavares

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