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Remanejamento de áreas em instituições de saúde

Descubra o que é e como funciona o método de remanejamento de áreas em instituições de saúde.

remanejamento

A crise da COVID-19 despertou a atenção de inúmeras instituições de saúde para a necessidade de recursos mais eficazes para o controle do capital humano. Afinal, com a alta demanda em hospitais e clínicas e o alto risco de contágio enfrentado pelos colaboradores, as equipes tiveram que ser ajustadas. Uma das ferramentas para esse combate é o remanejamento de áreas.

Nesse sentido, o Brasil tem uma oferta de 55.101 leitos de terapia intensiva, dos quais 27.445 pertencem ao SUS, porém 78% deste total já está ocupado. O que significa um aumento expressivo da demanda e evidencia a necessidade de maior agilidade no remanejamento de áreas.

Afinal, é importante considerar novas práticas para garantir a estrutura necessária de atendimento da sua instituição de saúde. Entenda o que é e qual a melhor forma de realizar o remanejamento de áreas, a seguir:

O que é o remanejamento de áreas?

O remanejamento de colaboradores dentro de áreas é o movimento de realocação, quando os colaboradores são remanejados para suprir as necessidades da instituição. Isso costuma ser acionado em caso de desfalque no quadro de funcionários ou aumento excessivo de demanda nas áreas.

Nesse sentido, o processo de remanejamento de áreas em instituições de saúde pode ser utilizado também para analisar, alocar e realocar pacientes. Além disso, essas informações são cruzadas com o número de leitos ocupados e disponíveis no momento do atendimento.

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Remanejamento de áreas em períodos de alta demanda

Em meio ao período de crise pelo novo coronavírus, instaurado no Brasil desde o início deste ano, muitas instituições de saúde precisaram remanejar suas equipes devido ao risco do contágio, aumento de casos em dados setores e unidades e, principalmente, desfalque no quadro de colaboradores.

Houve inclusive, uma atenção especial para o controle de disponibilização de leitos durante a crise, já que o alto número de casos tornou necessário um bom controle de remanejamento por parte das instituições de saúde do país.

Igualmente, com a ajuda da tecnologia, o Hospital Albert Einstein pôde analisar rapidamente tais necessidades e realizar os remanejamentos sem perder a eficiência do atendimento prestado à população local. 

Nem todas as instituições puderam contar com o recurso e infelizmente, enfrentaram grandes dificuldades neste período de crise.

Como realizar o remanejamento de áreas de baixa e alta demanda de modo prático

O remanejamento de áreas tem como objetivo ajudar instituições de saúde no uso eficiente do seu capital humano. Veja como realizá-lo, devidamente, a seguir:

1. Reúna-se semanalmente com a equipe de líderes

A princípio, realizar reuniões semanais com os líderes dos setores é imprescindível para identificar a necessidade de remanejamento de colaboradores. Neste caso, é ideal entender a demanda de trabalho de cada área e o tempo gasto para a execução das atividades. Se, por acaso, o período usado por uma equipe para finalizar uma tarefa estiver longo demais, isso pode indicar uma carência de pessoal.

2. Dimensionamento empírico

Nesse sentido, essa forma de mensurar é realizada por meio da prática de “tentativa e acerto”. A equipe é remanejada com base no faturamento total da instituição, que inclui a quantidade de atendimentos realizadas em um período e setor específico. Desta forma, o maior número de colaboradores é alocado no setor que produz mais receita.

3. Invista em soluções tecnológicas

Os cálculos de remanejamento de colaboradores ainda são realizados, em algumas instituições de saúde, de modo manual. Para isso são utilizados números sobre o fluxo de trabalho, tempo útil e ocioso da equipe e número de funcionários admitidos para a função. Com a tecnologia, no entanto, é possível automatizar estes processos de modo a produzir um planejamento eficiente e ágil para a equipe. 

4. Peça feedbacks constantes para a sua equipe

Uma outra forma eficaz, e até mesmo econômica, de entender a demanda de cada setor para realizar o remanejamento de colaboradores é por meio dos feedbacks destes. Por meio de recursos como, por exemplo, um questionário online, é possível entender como está a demanda em cada setor e também descobrir aqueles colaboradores que estão sobrecarregados, ociosos ou desmotivados, e portanto, estão afetando negativamente a produtividade do setor.

5. Analisar a demanda real em cada setor

Enfim, um último parâmetro para alocar o capital humano dentro da instituição de saúde é analisar a demanda real simultânea em cada setor. Com a direção desse relatório, a instituição consegue construir gráficos que mostrem a evolução do processo de atendimento, como: meses mais ou menos movimentados, número de leitos ocupados e disponíveis e o aumento na procura pela unidade. Assim, a instituição pode entender quando e onde haverá a necessidade de um número maior ou menor de colaboradores trabalhando em cada setor.

Como o Escala possibilita o dimensionamento por meio da tecnologia

Em síntese, por meio de uma interface simples e interativa, o Escala Jornadas oferece o dimensionamento diário como solução para um remanejamento mais eficaz. Com ele é possível visualizar todas as escalas da sua instituição de saúde ao mesmo tempo para analisar se ela está super ou sub dimensionada e quais são as reais necessidades de remanejamento.

O passo a passo é simples:

  1. Você seleciona e visualiza escalas de diferentes setores/equipes ao mesmo tempo;
  2. Seleciona os cargos que deseja analisar e preenche a taxa de ocupação de cada setor, que pode vir também por meio de integração com outros sistemas já utilizados no hospital;
  3. Analisa quais os setores que estão sub e superdimensionados e efetua os remanejamentos necessários;
  4. Acompanha todas as mudanças em relatórios com os dados compilados.

Confira o vídeo desta funcionalidade em ação:

Para saber mais sobre o módulo, acesse: https://materiais.escala.app/dimensionamento

Tecnologia em instituições de saúde 

Esse momento de crise ocasionado pela pandemia do COVID-19 tem mostrado que a tecnologia é, não apenas um recurso visionário, como essencial para a continuidade de qualquer negócio, inclusive o de instituições de saúde. 

Investir em tecnologia para modernizar o setor da saúde traz mais segurança e melhor possibilidade de gestão, afinal, ela pode ser utilizada para acelerar e aprimorar o controle do seu capital humano. 

Ideal para gerenciar plantões das equipes em clínicas, UPAs, hospitais, cooperativas de saúde e homecare, portanto, o Escala foi desenvolvido a partir de uma iniciativa do Laboratório de Inovação da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein e é uma plataforma em nuvem que permite otimizar o gerenciamento de escalas e jornadas de trabalho clínico por meio de diversas funcionalidades disponíveis na web ou no aplicativo e que pode auxiliar o controle de demanda dos teleatendimentos.

Com o novo módulo Dimensionamento Diário, você pode remanejar seus profissionais de setores com baixa ocupação para os desfalcados, otimizando suas escalas. Acesse aqui e saiba mais sobre esta novidade do Escala.

Postado por Raphael Tavares

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