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Como evitar o burnout em profissionais da saúde

Descubra o que é e como lidar com a síndrome de burnout em profissionais da saúde.

burnout

Devido ao ritmo constante de grandes demandas de atendimento nos hospitais, clínicas e demais instituições de saúde, inúmeros profissionais têm sofrido com cargas de trabalho excessivas, desgaste emocional e físico, considerados sintomas da síndrome de burnout

Atualmente, esta síndrome, também conhecida como síndrome do esgotamento profissional, é comum em profissões que demandam muitas horas trabalhadas e impõem um alto nível de pressão e de cobranças. Ou seja, os profissionais que lidam, diariamente, com os problemas de saúde de seus pacientes, bem como com processos delicados e que impactam diretamente a vida de outras pessoas, têm mais facilidade de desenvolver doenças psicológicas como o Burnout.

É importante, portanto, entender e saber como lidar com esta síndrome, que quando não tratada devidamente pode, inclusive, desencadear a depressão. Veja a seguir.

O que é e quais são os seus principais sintomas?

A síndrome de Burnout ou Síndrome do Esgotamento Profissional é um distúrbio emocional com sintomas de exaustão extrema, estresse e esgotamento físico, resultante de situações de trabalho desgastante, que demandam muita competitividade ou responsabilidade. 

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Portanto, a principal causa da doença é justamente o excesso de trabalho. Com isso, esta síndrome é comum em profissionais que atuam diariamente sob pressão e com responsabilidades constantes, como médicos, enfermeiros, professores, policiais, jornalistas, dentre outros.

Os principais sinais e sintomas que podem indicar a síndrome de Burnout são:

  • Cansaço excessivo, físico e mental;
  • Dores de cabeça frequentes;
  • Alterações no apetite;
  • Insônia;
  • Dificuldades de concentração;
  • Sentimentos constantes de fracasso e insegurança;
  • Alterações repentinas de humor;
  • Isolamento;
  • Fadiga;
  • Dores musculares;
  • Problemas gastrointestinais;
  • Alteração nos batimentos cardíacos.

A síndrome de burnout entre os profissionais do setor da saúde

Uma vez que o bem estar do profissional da saúde está, em grande parte, relacionado aos diferentes estressores ocupacionais da profissão, como as longas jornadas de trabalho, a falta de reconhecimento profissional, a exposição constante a riscos químicos e físicos, assim como o contato constante com o sofrimento, a dor e, para alguns, até mesmo a morte, estes são alvos fáceis para distúrbios emocionais como a síndrome de Burnout.

De acordo com a International Stress Management Association, este distúrbio atinge cerca de 32% dos profissionais de saúde ativos no mercado. Uma pesquisa realizada em 2015 revelou ainda que mais de 50% dos médicos possuíam um ou mais sintomas do excesso de estresse.

É importante que esses profissionais recebam, portanto, o devido acompanhamento de sua saúde mental e emocional. Medida que vale, não somente para períodos de alta demanda como o que estamos enfrentando.

As principais causas da síndrome de burnout no setor da saúde 

Logo, dentro do cenário de saúde existem inúmeros fatores que possibilitam o desencadeamento de síndromes emocionais como a síndrome de Burnout. Afinal, como dito anteriormente, os profissionais de saúde lidam com a dor e a morte todos os dias, portanto, atuando num cenário profissional frustrante e às vezes caótico. 

Alguns dos fatores que estão diretamente relacionados ao desencadeando da síndrome de burnout, portanto, são:

  • Carga horária excessiva no trabalho e por consequência dedicação intensa e descontrolada;
  • Descaso com as próprias necessidades pessoais, como dormir, comer ou sair com os amigos;
  • Fuga de conflitos: não enfrentar e adiar a resolução dos seus problemas;
  • Negligenciamento dos vínculos afetivos e troca do ambiente familiar pelo do trabalho;

Nestas condições, estes feitos se transformam em compulsão, até o momento em que o organismo do profissional entre em colapso e ele desenvolva reais problemas psicológicos. É importante, portanto, que se combata a ideia de que os problemas profissionais são oriundos de falhas pessoais ou incapacidade, em especial no setor de saúde.

Como ajudar a sua equipe médica a lidar com a síndrome de Burnout?

Para evitar que a sua equipe médica entre em colapso, devido às consequências da alta demanda de trabalho, é importante se atentar à algumas recomendações, como:

  1. Oferecer acompanhamento médico e psicológico constante para os profissionais da equipe, de modo a atentar-se à avaliações que possam  ofereçam riscos maiores para ele;
  2. Controlar de modo eficiente a escala de colaboradores para as jornadas e plantões, de modo a garantir que estes não ultrapassem a carga horária estipulada pelo contrato e que os profissionais de saúde, mesmo que de modo reduzido em detrimento da crise, tenham acesso aos seus dias de descanso;
  3. Incentivar melhorias na qualidade de vida do profissional, por meio do estímulo à atividade física e convívio familiar e social;
  4. Resolver agilmente possíveis conflitos de interesse dentro da equipe e discussões que possam surgir, de modo a garantir um ambiente de trabalho saudável para todos;
  5. Evitar pontos de vista perfeccionistas ou demasiado exigentes e trabalhar em feedbacks construtivos e que possam agregar mais valor ao desenvolvimento e dia a dia dos profissionais.

A saúde emocional dos profissionais da saúde

Dessa forma, o atual cenário de pandemia do COVID-19 tem despertado sentimentos constantes de ansiedade e medo em todos. Nesta situação, os profissionais que trabalham na linha de frente do combate ao coronavírus se encontram ainda mais sujeitos a desenvolver síndromes psicológicas como o Burnout. Afinal, eles enfrentam, diariamente, grande sobrecarga emocional e até mesmo ambientes de trabalho com pouca estrutura para uma grande demanda.

Por isso, é comum que esses trabalhadores sintam o aumento nos sintomas de ansiedade, estresse, depressão, perda da qualidade do sono, entre outros psicossomáticos.

A sua missão, enquanto instituição de saúde, é garantir que esses profissionais recebam o melhor acompanhamento e possuam um ambiente de trabalho saudável.

Postado por Raphael Tavares

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